segunda-feira, 14 de maio de 2012

Uma Nova Experiência

11º Capítulo
 Acordei estava no sofá, com a televisão ainda ligada. O Diogo estava ao meu lado, ainda estava a dormir. Tirei, delicadamente, a cabeça dele do meu ombro, desliguei a televisão, levantei-me e fui para a casa-de-banho. Tomei um duche rápido, vesti-me e fui para a cozinha, olhei para o relógio e eram 13 horas da tarde! Saí da cozinha e fui até o sofá.
 -Diogo. Acorda. - sussurrei.
 -Só mais 5 minutos...! - pediu.
 -Diogo! Acorda, pá! - gritei ao ouvido dele.
 -Ah! Bolas, Rita! A sério?! Tinhas de me acordar assim?!
 -Desculpa... Mas tinha de te acordar depressa, já são 13 horas. - disse com cara de inocente.
 -O quê?! Já, temos de nos despachar! Já trocaste de roupa?
 -Sim, já tomei banho e tudo. Só falta tomar o pequeno-almoço. Queres o quê?
 -Dá-me só a garrafa com uma etiqueta que tem o meu nome, que está no frigorífico, obrigada! - disse enquanto entrava na casa-de-banho.
 -Ok.
 Fiz como ele disse e fui-lhe buscar a tal garrafa. Ao abrir o frigorífico reparei que havia outra igual mas com o meu nome. Agarrei na garrafa do Diogo e por curiosidade agarrei também na outra garrafa com o meu nome. Decidi esperar que ele se despacha-se e me dissesse o que tem a garrafa.
 -Não olhes para aqui! - ordenou.
 -Hã? Está bem. - respondi confusa e virei me para a parede que estava atrás de mim.
 -Espera um pouco.
 -Ok... Diogo o que é se passa?
 -Nada! Eu é que me esqueci de tirar a roupa antes de ir para a casa-de-banho. É que eu estou habituado a vestir-me fora da casa-de-banho.
 -Ah, ah! Ok! - ri-me.
 -Pronto, já está! Então ainda não comeste?
 -Não, estava à tua espera.
 -Não era preciso! Mas obrigado.
 -Já agora, o que é isto? - apontei para a garrafa.
 -É sangue sintético.
 -Hum... ok.
 -É bom, é um pouco deslavado em comparação com o verdadeiro, mas é bom.
 -Fixe. - como não sabia o que dizer então só disse "fixe" foi estúpido, mas pronto.
 Abrimos as garrafas e bebemos. Era bom, mas realmente não tinha comparação com o verdadeiro.
 -Bem, temos até às 18 horas para te mostrar a escola. - disse ele.
 -Não deve demorar muito. - disse
 -Pois... Não, vai demorar imenso tempo! Esta escola é maior do que parece, acredita! Mas se não conseguirmos ver tudo até às 18 horas à noite continuamos.
 -Tens a certeza de que podemos ver a escola durante a noite?
 -Sim! É na boa!
 -Ok, se tu o dizes.
 -Vamos?
 -Sim.
 Saí-mos do quarto e fomos para o elevador. Mas havia uma discussão entre dois rapazes. O Diogo empurrava-me para a parede e parecia preocupado. Ainda pensei em perguntar-lhe o que se passava, mas achei que era melhor ideia perguntar-lhe no elevador.
 Estávamos já à espera do elevador, quando os ânimos lá atrás se acalmaram. A porta do elevador abriu e entramos os dois nele. A porta fechou íamos para o rés-do-chão.
 -Porque estavas tão assustado, quando passamos por aqueles rapazes? - perguntei.
 -Porque uma briga entre dois vampiros pode se tornar muito perigosa... ainda não aprendeste a dominar os teus poderes, como controlar-te e como transformar-te, certo? - ele estava muito sério o que me assustou um pouco
 -Sim...
 -Não te preocupes vais ter aulas à parte.
 -Boa...
 -O que é?
 -Não é nada...! É que eu ainda não me habituei ao facto de eu ser um vampiro, quer dizer, meio-vampiro... Está a ser um pouco difícil de me habituar à ideia...
 -É um pouco difícil ao início, mas depois acabas por te habituar!
 -Sim, espero bem que seja o mais sedo possível!
 Ele esboçou um sorriso.
 -Somos tipo melhores amigos, ? - perguntou-me.
 -Sim. - respondi. - Porquê?
 -Se eu te dissesse que talvez sentisse alguma coisa por ti, como reagias?
 -Bem... não sei, acho que ficava surpreendida e dizia-te para não te preocupares, porque isso não mudava nada... Porque eu gosto de ti como se fosses meu irmão, Diogo...
 -Tens a certeza de que não mudaria nada?
 -Não. - disse.
 -Ok... Então, vou dizer na mesma, já sabes, mas vou dizer na mesma!
 Respirou fundo e ...
 -Não tenho a certeza ainda, mas acho que gosto de ti, Rita. Gosto de ti por amor, por amizade e como irmão... Mas acima de tudo gosto de ti por amor.
 -Desculpa, Diogo... É como eu tinha dito antes. És como um irmão para mim. E vamos continuar a ser melhores amigos como sempre o fomos e o que sentes por mim, não vai mudar nada! - sorri e abracei o meu amigo para o confortar.
 E choramos os dois, sabíamos que o que eu dizia não era verdade... Não dissemos muita coisa depois de sairmos do elevador, ele mostrou-me a escola, voltamos para o quarto e jantamos. Depois do jantar já falávamos um pouco mais... Mas nessa noite era como se não houvesse ninguém no quarto... Fiquei triste, mas disse para mim mesma que no dia seguinte não seria assim!

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