7º Capítulo
Estava a ser difícil de despistá-los. Não parava por nada. Sempre que gritavam o meu nome eu, na maior parte das vezes, olhava para trás e dizia «Desculpem-me...» Mas algo chamou a minha atenção, uma rapariga por volta dos 20 anos, gritava o meu nome, estava com um fato preto era parecido ao dos gorilas, estava numa esquina. Olhei para trás mais uma vez e atravessei a estrada, quase que ia sendo atropelada, mas não me ralei, não me importava se morria ou não, eu só queria fugir dos meus amigos, não os queria enfrentar de novo, fui ter com a rapariga e ela juntou-se à corrida e começou a falar comigo, mas não a conseguia ouvir... mas percebi «... os meus colegas devem de estar a chegar...» ela olhou em frente e eu fiz o mesmo e vi a carrinha preta a vir na nossa direcção, a porta de correr estava a ser aberta e a única coisa que me ocorreu foi...:
-Vamos saltar para dentro da carrinha em andamento!? - quase sem entoação, olhei para ela, e ela acenou com a cabeça. -Ó meu Deus!
-As três saltamos! - ordenou. Eu estava aterrorizada, mas eu sabia que o tinha de fazer, se queria fugir deles.
-Um! Dois! Três! -saltamos as duas, para dentro da carrinha em andamento. Rolámos as duas no chão do veículo, eu fui contra a perna de um dos gorilas e ela foi contra a parede.
Levatamo-nos, cada uma a seu ritmo, ela levantou a cabeça e olhou me nos olhos, a arfar com rapidez.
-Foi... uma boa... corrida... Ufa! - tentou falar, mas a respiração ofegante do esforço físico imposto à segundos não a deixou. -Eu sou a Inês, és a Rita, certo? - esticou o braço e abriu a sua mão esperando a minha.
-Sim, sou. -estiquei o braço e abri a mão também, para o aperto de mão, em forma de cumprimento.
-Corres depressa, para teres 16 anos! - sorriu.
-Obrigada!
Era atlética e bonita. E tinha uma voz calorosa como a do rapaz que encontrei da primeira vez que aqui entrei, mas não era tão alegre.
-Já agora, tenho de admitir que é a primeira vez que vejo outro vampiro tão velho, especialmente, em forma e vivo. És o primeiro vampiro a ter 16 anos, sendo filha de um humano e de um vampiro.
-O quê?
-Sim, és meio-humana e meio-vampiro. O teu pai era humano e a tua mãe era vampiro.
-A minha mãe?
-Sim... porquê?
-Você disse «era», porquê? Os meus pais estão vivos!
-Estás a falar dos teus pais adoptivos ou os teus pais biológicos? Se estás a falar dos adoptivos, esses também já estão mortos. Já agora, não me trates por «você» eu só tenho 19 anos, trata me pelo meu nome!
-Pais adoptivos!? Também estão mortos!?
-Os teus pais biológicos morreram assassinados por caçadores de vampiros à 16 anos, pouco depois de teres nascido. E os teus pais adoptivos foram mortos ontem. Eles não podem saber que és um vampiro, por isso, matámos-los. - ela disse isto com uma indiferença, que só me apetecia atirar-me a ela...!
-Se o meu pai biológico era humano porque foi morto por caçadores?
-Ele tentou proteger a tua mãe levando um tiro por ela...
-Então e os meus amigos? O Carlos, o Diogo e a Matilde, também vão ser mortos?
-Ainda não sabemos.
-Porque disseste aquilo? De ser a primeira vez que vias um meio-vampiro com 16 anos em forma e vivo?
-Bem, não és a primeira vampiro a nascer de um vampiro e de um humano, mas és a primeira ainda viva, até agora, aos 16 anos. O máximo dos outros vampiros foi de 10 anos, a partir daí, perdiam as suas capacidades, deixavam de conseguir andar, mexer e falar até morrerem, isto num espaço de 90 dias. -desta vez, já estava mais incomodada.
-E agora?
-Não te preocupes com isso agora, encosta-te e relaxa, quando chegarmos explico-te melhor o que vai acontecer, ok?
-Ok... - não estava muito convencida, mas estava cansada, por isso, fiz o que a Inês me aconselhou.
Passado um bom bocado acabei por adormecer. E pela primeira vez, consegui deixar de lado os problemas.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Uma Nova Experiência
6º Capítulo
-O que raio estas a fazer Carlos!? - pergunta Diogo, preocupado.
-Ela está a mentir-me! Ela fez alguma coisa ao Pedro, eu sei!
-Eu não lhe fiz nada!
-Mentirosa!
-Ei! Ei! Calma, meu! Do que é que estás a falar!?
-Sim! Como é que ela o podia fazer, é uma rapariga, Carlos! - defende-me, conseguia ver a aflição nos olhos da Matilde a tentar defender-me.
-Estás passado da tola, não!? Acho que o leite te subiu à cabeça!
-Ai, sim? Então diz-me lá o que é que estavas a fazer na casa de banho dos rapazes com o Pedro?
-O quê!? A Rita? - perguntou Diogo juntamente com a Matilde.
-Eu não quero falar sobre isso, ok?
-Fala! - insistiu Carlos.
-Rita, do que é que ele está a falar? Como assim estavas na casa de banho dos rapazes? - pergunta-me via se que ao Matilde estava confusa...
E eu já não conseguia aguentar mais o cheiro do sangue do Carlos, estava a entrar na minha cabeça... e não conseguia ficar quieta, só me lembrava do Pedro!
-Eu não sei o que estava a fazer, ok!? - gritei -... eu não conseguia parar, ok!? Eu... eu... eu sabia o que estava a fazer, mas não conseguia parar! Eu não consegui... parar...! - desatei a chorar, e o telemóvel do Pedro caiu do meu bolso, quando me ajoelhei...
-Esse telemóvel é do Pedro! O que é que fazes com ele!?
Olhei para o telemóvel caído no chão e foi então que me lembrei...
-Desculpa, mas vai ter de ser o rio.
Levantei-me e vi as caras confusas, e comecei a correr na direcção do portão para ir para casa, embrulha-lo e atira-lo ao rio, era a única maneira, não gostava nada da ideia mas tinha de ser...
Cheguei a casa e fui a correr até à dispensa onde ele estava. Consegui embrulha-lo, mas não estava a ter tanto sucesso pô-lo na rua... como é que o iria fazer sem chamar as atenções!? Ainda por cima vi o Carlos, o Diogo e a Matilde a virem até ao prédio. E agora?
-Rita, abre a porta! Rita! - gritava Carlos da rua. - Eu sei que estás ai! Abre!
Estava a ficar cada vez mais nervosa... não tinha ideias! Estava a olhar para os carros quando reparei numa carrinha familiar... E a carrinha preta de sexta-feira... Foi quando os meus problemas começaram. Decidi tentar de alguma maneira chamar a atenção do gorila que estava ao volante, mas como estava um pouco longe.
-Rita! Por favor abre a porta! - suplicou Matilde... eu queria, mas não podia...
Fui buscar uma cartolina grande e uns marcadores pretos, e escrevi «Eu não consegui controlar-me!» e nas costas «Ajuda-me!!!». Fui para a pequena varanda, abri a porta e gritei:
-Gorila! - e tentei chamar a atenção dele abanando os braços até que por fim ele olhou e eu mostrei a cartolina.
Ele virou-se para trás e a porta de correr das traseiras da carrinha preta, abriu-se e saíram de lá dois gorilas que vieram direitinhos à porta do meu prédio afastaram os meus amigos e eu fui abrir a porta, eles entraram e começaram a subir até ao 4º andar, onde eu estava, de elevador. O elevador parou e eles saíram de lá e vieram na minha direcção, pararam, olharam para mim e perguntaram do que é que eu precisava e contei-lhes o que aconteceu e pedi-lhes que me ajudassem a deitar o cadáver ao rio ou então ajudar-me a esconde-lo e eles aconselharam-me a sair do prédio e que fugisse de maneira a que os meus amigos me vissem e viessem atrás de mim e assim o fiz, sai do prédio e fiz com que os meus amigos me seguissem. Eles asseguraram-me que depois de terem tirado o corpo do meu apartamento iriam buscar me onde quer que eu estivesse. Fiquei aliviada mesmo estando a fugir dos meus amigos...
-O que raio estas a fazer Carlos!? - pergunta Diogo, preocupado.
-Ela está a mentir-me! Ela fez alguma coisa ao Pedro, eu sei!
-Eu não lhe fiz nada!
-Mentirosa!
-Ei! Ei! Calma, meu! Do que é que estás a falar!?
-Sim! Como é que ela o podia fazer, é uma rapariga, Carlos! - defende-me, conseguia ver a aflição nos olhos da Matilde a tentar defender-me.
-Estás passado da tola, não!? Acho que o leite te subiu à cabeça!
-Ai, sim? Então diz-me lá o que é que estavas a fazer na casa de banho dos rapazes com o Pedro?
-O quê!? A Rita? - perguntou Diogo juntamente com a Matilde.
-Eu não quero falar sobre isso, ok?
-Fala! - insistiu Carlos.
-Rita, do que é que ele está a falar? Como assim estavas na casa de banho dos rapazes? - pergunta-me via se que ao Matilde estava confusa...
E eu já não conseguia aguentar mais o cheiro do sangue do Carlos, estava a entrar na minha cabeça... e não conseguia ficar quieta, só me lembrava do Pedro!
-Eu não sei o que estava a fazer, ok!? - gritei -... eu não conseguia parar, ok!? Eu... eu... eu sabia o que estava a fazer, mas não conseguia parar! Eu não consegui... parar...! - desatei a chorar, e o telemóvel do Pedro caiu do meu bolso, quando me ajoelhei...
-Esse telemóvel é do Pedro! O que é que fazes com ele!?
Olhei para o telemóvel caído no chão e foi então que me lembrei...
-Desculpa, mas vai ter de ser o rio.
Levantei-me e vi as caras confusas, e comecei a correr na direcção do portão para ir para casa, embrulha-lo e atira-lo ao rio, era a única maneira, não gostava nada da ideia mas tinha de ser...
Cheguei a casa e fui a correr até à dispensa onde ele estava. Consegui embrulha-lo, mas não estava a ter tanto sucesso pô-lo na rua... como é que o iria fazer sem chamar as atenções!? Ainda por cima vi o Carlos, o Diogo e a Matilde a virem até ao prédio. E agora?
-Rita, abre a porta! Rita! - gritava Carlos da rua. - Eu sei que estás ai! Abre!
Estava a ficar cada vez mais nervosa... não tinha ideias! Estava a olhar para os carros quando reparei numa carrinha familiar... E a carrinha preta de sexta-feira... Foi quando os meus problemas começaram. Decidi tentar de alguma maneira chamar a atenção do gorila que estava ao volante, mas como estava um pouco longe.
-Rita! Por favor abre a porta! - suplicou Matilde... eu queria, mas não podia...
Fui buscar uma cartolina grande e uns marcadores pretos, e escrevi «Eu não consegui controlar-me!» e nas costas «Ajuda-me!!!». Fui para a pequena varanda, abri a porta e gritei:
-Gorila! - e tentei chamar a atenção dele abanando os braços até que por fim ele olhou e eu mostrei a cartolina.
Ele virou-se para trás e a porta de correr das traseiras da carrinha preta, abriu-se e saíram de lá dois gorilas que vieram direitinhos à porta do meu prédio afastaram os meus amigos e eu fui abrir a porta, eles entraram e começaram a subir até ao 4º andar, onde eu estava, de elevador. O elevador parou e eles saíram de lá e vieram na minha direcção, pararam, olharam para mim e perguntaram do que é que eu precisava e contei-lhes o que aconteceu e pedi-lhes que me ajudassem a deitar o cadáver ao rio ou então ajudar-me a esconde-lo e eles aconselharam-me a sair do prédio e que fugisse de maneira a que os meus amigos me vissem e viessem atrás de mim e assim o fiz, sai do prédio e fiz com que os meus amigos me seguissem. Eles asseguraram-me que depois de terem tirado o corpo do meu apartamento iriam buscar me onde quer que eu estivesse. Fiquei aliviada mesmo estando a fugir dos meus amigos...
Uma Nova Experiência
5º Capítulo
Descobri que sou um Vampiro, mas o Pedro...
-Pedro! Pedro! Acorda, Pedro!
-Rita... o que aconteceu...? Porque é que me mordeste...?
-Desculpa, desculpa Pedro! Eu não queria, por favor aguenta te, Pedro! Não me deixes! Eu amo-te, Pedro! Eu amo-te! Acorda! Acorda! Por favor...! - supliquei-lhe agarrando-o nos meus braços... a sua vida já se tinha ido embora do seu corpo. Fiquei horas a fio a olhar para o seu rosto sem vida... Chorei... Gritei... Falei... Supliquei... Até que finalmente aceitei o que tinha acontecido, o que fizera, e que ele estava morto... Lentamente comecei a entrar em pânico. Onde é que iria agora esconde-lo!?
-Ah! -berro.
Era simplesmente o telemóvel a tocar, o telemóvel do Pedro, Agarrei e vi se era uma mensagem ou uma chamada, por minha sorte era uma mensagem do Carlos. Abria e li: «Puto onde é que te meteste?? Já encontraste a Rita?? Tens de lhe dizer que gostas dela, meu!». Quando acabei de ler... Não podia acreditar! Ele gostava de mim e eu dele...! Eu tinha acabado de o matar...! Tinha a respiração ofegante e não conseguia para de olhar de um lado para o outro. Não conseguia pensar, a minha cabeça estava às voltas. Ao mínimo barulho da rua assustava me. Decidi então deixar o cadáver escondido em casa até arranjar em sítio para o pôr, e volta-me à cabeça aquela maldita canção, mas desta vez estava mais clara já a achava mais familiar do que das outras vezes.
Descobri que sou um Vampiro, mas o Pedro...
-Pedro! Pedro! Acorda, Pedro!
-Rita... o que aconteceu...? Porque é que me mordeste...?
-Desculpa, desculpa Pedro! Eu não queria, por favor aguenta te, Pedro! Não me deixes! Eu amo-te, Pedro! Eu amo-te! Acorda! Acorda! Por favor...! - supliquei-lhe agarrando-o nos meus braços... a sua vida já se tinha ido embora do seu corpo. Fiquei horas a fio a olhar para o seu rosto sem vida... Chorei... Gritei... Falei... Supliquei... Até que finalmente aceitei o que tinha acontecido, o que fizera, e que ele estava morto... Lentamente comecei a entrar em pânico. Onde é que iria agora esconde-lo!?
-Ah! -berro.
Era simplesmente o telemóvel a tocar, o telemóvel do Pedro, Agarrei e vi se era uma mensagem ou uma chamada, por minha sorte era uma mensagem do Carlos. Abria e li: «Puto onde é que te meteste?? Já encontraste a Rita?? Tens de lhe dizer que gostas dela, meu!». Quando acabei de ler... Não podia acreditar! Ele gostava de mim e eu dele...! Eu tinha acabado de o matar...! Tinha a respiração ofegante e não conseguia para de olhar de um lado para o outro. Não conseguia pensar, a minha cabeça estava às voltas. Ao mínimo barulho da rua assustava me. Decidi então deixar o cadáver escondido em casa até arranjar em sítio para o pôr, e volta-me à cabeça aquela maldita canção, mas desta vez estava mais clara já a achava mais familiar do que das outras vezes.
***
No dia seguinte, pensei que seria melhor ir à escola por causa das faltas. No primeiro intervalo o Carlos olhava para mim de lado e viu a pegar no telemóvel e ligar a alguém que mais provavelmente estaria a tentar ligar ao Pedro. E foi ai que me lembrei dos pais do Pedro! Deviam estar preocupados com o seu filho. Fui ter com a Matilde, tentar descontrair.
-Oi, olha sabes do Pedro? - perguntei
-Nem por isso, o Carlos está a tentar falar com ele, mas não atende...
-Ele já tentou ligar para casa do Pedro?
-Já, mas mesmo assim ninguém atende.
-E os pais dele?
-Não vale a pena, os pais dele estão a trabalhar em África.
Então não há problema por agora, só falta é saber o que lhe vou fazer.
-Olha o que é que se passa entre ti e o Carlos? Ele passou a manhã inteira a olhar te de lado!
-Eu sei! Mas ainda não percebi porquê. Eu não lhe fiz nada!
-Rita, posso falar contigo? - perguntou, era o Carlos.
-Claro...
-Então vamos para alí. - ordenou rudemente.
-Ok.
-O que é estavas a fazer na casa de banho com o Pedro no outro dia?
-Não há nada para saber, especialmente tu!
-Então vou tentar de outra maneira... O que é que fizeste ao Pedro, ontem?
-O que é que queres dizer com isso!? Eu não lhe fiz nada!
-Então porque é que ele só desapareceu ontem!? Ele foi tentar falar contigo, depois fugiste e ele foi atrás de ti!
-Eu não sei de nada! Eu estive o resto do dia todo sozinha!
-Eu não acredito em ti! Estás a mentir! - gritou
-Não, não estou! - gritei mas mais alto do que ele
-Estás sim! - e deu me uma estalada na cara...
-Ah! Seu... - dou-lhe um bom murro no nariz e ele cai, de repente levantasse e eu vejo-o a sangrar!
-Sua... Já vais ver! - e tenta retribuir o murro mas eu desviei-me até que aparece o Diogo e agarra nele e a Matilde veio em meu socorro...
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Uma Nova Experiência
4º Capítulo
-Perdoa-me, Pedro…
A cara aterrorizada de Pedro, estava assustar-me, mas mesmo assim não parei. Coloquei as minhas mãos sobre o peito dele e aproximei a minha boca ao pescoço comprido de Pedro…
É como se tivesse hipnotizada… não sabia como parar, mas tinha consciência do que estava acontecer… Quando toquei os meus lábios na pele do seu pescoço…
-Rita!? O que é que estás a fazer aqui!? – gritou Carlos assim que nos viu. –Não devias estar aqui!
-Ah? Sim, desculpa! – fugi pela porta fora, corri para fora do pavilhão e fui até às traseiras do pavilhão de ginástica.
Enquanto corria para as traseiras, tropecei numa pedra e cai…
-O que raio estavas a fazer, Rita!? – perguntei a mim mesma. –Porque razão fizestes isto!? Porque queres magoa-lo, se gostas dele!? – desta vez gritei, estava frustrada!
Começou a chover, os alunos que estavam a jogar os campos, os grupinhos que estavam parados a olhar e a conversar e os alunos que estavam de passagem… saíram dali a correr para se abrigarem de chuva…
Levantei-me, olhei para cima e fechei os olhos… A sensação de ânsia fora extinta pela chuva. As gotas de água que caiam na minha cara, acalmavam-me e senti uma paz de espírito e o silêncio era bom era o que eu precisava, mas foi interrompido por passos apressados e pesados, a respiração dele estava rápida, notava-se que tinha estado a correr, baixei a cabeça e os passos pararam, pelo conto do olho conseguia ver os seus pés…
-Rita?
Olhei para ele nos olhos…
-Pedro…
Dito isto, comecei a correr, a fugir dele, não queria ter de enfrenta-lo, não agora!
-Rita, espera! Rita, por favor!
Queria parar, mas não o podia fazer…Para além disso, de certeza que ele ia começar a fazer perguntas das quais eu não sei responder!
***
Cheguei a casa e estava vazia, entrei no meu quarto. Reparei num papelinho que estava em cima da minha secretária junto do portátil, era dos meus pais e dizia: «Hoje o teu pai vai ter um reunião muito importante no Porto e vai ficar por lá uns dias, e eu vou estar em Beja a dar um curso de enfermagem durante três semanas... Desculpa, Rita por teres de ficar sozinha nestes próximos dias, mas sabes como é importante para nós receber um extra para pagar as dívidas. Tens comida já feita e congelada na cozinha e também tens algum dinheiro há entrada, no caso de faltar alguma coisa. Beijinhos, da Mãe e do Pai!» Não gosto do facto de não os poder ver durante alguns dias, tenho medo de que lhes aconteça alguma coisa, mas desta vez preciso mesmo de ficar sozinha por uns dias...
Estava a pensar em faltar às aulas, mas ainda não tenho a certeza... A campainha da porta toca.
-Estranho, quem será a estas horas? Sim, quem é?
-É dos Correios, tenho uma encomenda para a Sr.ª Arminda Sousa.
-Desculpe, mas a minha mãe não est... - e vejo que é o Pedro, eu tento fechar a porta, mas ele consegue entrar primeiro. -O que é que fazes aqui? Por favor, sai Pedro!
-Não! Eu quero saber o que raio aconteceu na casa de banho!
-hum...
-Rita, responde-me por favor! Rita!
-Não sei! Eu não sei, ok! Não faço a menor ideia! Quer dizer, eu sabia o que estava a fazer, mas não conseguia parar!
Ele agarrou-me os braços com força, eu tentei afasta-lo, mas... a sensação voltou e parecia que não era só ânsia, mas também um pouco de raiva ou de medo, não sei dizer, só sei que quando ele me largou eu estava a beber-lhe o sangue pelo pescoço dele com a minha boca senti uns grandes caninos... E foi aí que percebi que era um... Vampiro...
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Uma Nova Experiência
3º Capítulo
Depois desta situação fiquei o resto do dia com ansiedade que não parecia querer deixar-me tão cedo, durante a noite tentei adormecer enumeras vezes, mas sem sucesso, o meu coração estava acelerado e aquela canção também não ajudava nada, quando conseguia acalmar aquela horrível ansiedade, a melodia vinha assombrar a minha mente e o coração acelerava novamente, parecia um ciclo vicioso... Acabei por adormecer levando a maior o cansaço, eram cinco e tal da manhã.
Segunda-feira, acordei por volta das seis e meia da manhã, estava encharcada de suor, do pouco que dormi, tive um sonho em que apareciam vários momentos que me pareciam bastante reais de que não me lembro ver... por mais que tentasse não conseguia. Como estava quase na hora de me levantar, nem pensei duas vezes, levantei-me, tomei banho de água fria para ver se ajudava um pouco, vesti-me e tomei o pequeno-almoço. Ainda era cedo e decidi em ir já para a escola. Quando cheguei à escola, ainda não tinha tocado para entrar e pensei «Boa! Finalmente não chego atrasada! Agora a ver se as coisas correm bem até ao final do dia...». Entrei na sala de aula e a única coisa que vi foi caras e mais caras surpresas a olhar para mim. Pensei que não iria conseguir conter as gargalhas só de ver as caras deles, felizmente vi o Pedro com um sorriso na cara o que me fez tirar o riso e meter me a vergonha e o nervosismo, mas diga-se que o cansaço da noite anterior não me iria deixar ir muito longe. Fui para o meu lugar, pousei a mala na mesa vi os ténis brancos sujos da minha amiga Matilde (uma curiosidade sobre a Matilde, ela tem um tique que é dizer a toda hora "miúda", por isso não estranhem):
-Rita estás bem?
-Estou, porquê?
-É que chegas te cedo, tipo ainda faltam para ai uns sete minutos para tocar, miúda!
-Ok... é que não dormi nada à noite e depois acordei eram ai umas seis e meia, então decidi despachar me logo.
-E não tens sono!?
-Agora que falas nisso, por acaso não tenho muito sono...
-Tens a certeza? É que tens umas olheiras do tamanho do Carlos!
-Estão assim tão grandes!? Fog... ah, bolas!
Já agora o Carlos é o rapaz mais alto da turma e mede 1, 85m mais ou menos.
-É verdade, na sexta tu e o Pedro... ui ui! Anda ai coisa!
-O que é que tem? Só estivemos a falar, temos muitas coisas em comum e temos conversas mais interessantes! - disse, brincando um pouco com ela.
-Está bem! Vou acreditar nisso, olha por falar no diabo...
-Oi, tudo bem? - cumprimentou
-Bem, eu vou indo. Adeus!
-Adeus.
-Tchau! Mais ou menos e contigo? - respondi virando me para ele.
-Estou bem, mas o que é que te aconteceu à tua cara parece que levas te dois murros nos olhos.
-Eu sei... Mal dormi durante a noite e acordei cedíssimo.
-Então foi por isso que chegas te mais cedo...!
-Sim. Que cheiro é este?
-Que cheiro?
-Não sei bem o que é... mas só agora é que senti.
-Eu não cheiro nada. Se calhar por já estar aqui há mais tempo que tu, já não sinto o cheiro.
-Sim, se calhar é isso. O que é que te aconteceu?
-O quê? Ah já sei! Os rapazes fizeram me uma rasteira e eu cai de lado e fiz esta arranhão na cara.
-Ah, ok.
Estou outra vez a ter a mesma sensação que tive no domingo...
-Rita?
-Sim!?
-Já tocou não ouviste?
-Ah, não, não!
-Ok... se calhar isso é do sono, não queres ir para casa e dormir mais um pouco?
-Não, não é preciso eu estou bem!
-Ok, então falamos depois do intervalo?
-Sim, claro!
Por favor, Rita! Controla te é o Pedro!
Segunda-feira, acordei por volta das seis e meia da manhã, estava encharcada de suor, do pouco que dormi, tive um sonho em que apareciam vários momentos que me pareciam bastante reais de que não me lembro ver... por mais que tentasse não conseguia. Como estava quase na hora de me levantar, nem pensei duas vezes, levantei-me, tomei banho de água fria para ver se ajudava um pouco, vesti-me e tomei o pequeno-almoço. Ainda era cedo e decidi em ir já para a escola. Quando cheguei à escola, ainda não tinha tocado para entrar e pensei «Boa! Finalmente não chego atrasada! Agora a ver se as coisas correm bem até ao final do dia...». Entrei na sala de aula e a única coisa que vi foi caras e mais caras surpresas a olhar para mim. Pensei que não iria conseguir conter as gargalhas só de ver as caras deles, felizmente vi o Pedro com um sorriso na cara o que me fez tirar o riso e meter me a vergonha e o nervosismo, mas diga-se que o cansaço da noite anterior não me iria deixar ir muito longe. Fui para o meu lugar, pousei a mala na mesa vi os ténis brancos sujos da minha amiga Matilde (uma curiosidade sobre a Matilde, ela tem um tique que é dizer a toda hora "miúda", por isso não estranhem):
-Rita estás bem?
-Estou, porquê?
-É que chegas te cedo, tipo ainda faltam para ai uns sete minutos para tocar, miúda!
-Ok... é que não dormi nada à noite e depois acordei eram ai umas seis e meia, então decidi despachar me logo.
-E não tens sono!?
-Agora que falas nisso, por acaso não tenho muito sono...
-Tens a certeza? É que tens umas olheiras do tamanho do Carlos!
-Estão assim tão grandes!? Fog... ah, bolas!
Já agora o Carlos é o rapaz mais alto da turma e mede 1, 85m mais ou menos.
-É verdade, na sexta tu e o Pedro... ui ui! Anda ai coisa!
-O que é que tem? Só estivemos a falar, temos muitas coisas em comum e temos conversas mais interessantes! - disse, brincando um pouco com ela.
-Está bem! Vou acreditar nisso, olha por falar no diabo...
-Oi, tudo bem? - cumprimentou
-Bem, eu vou indo. Adeus!
-Adeus.
-Tchau! Mais ou menos e contigo? - respondi virando me para ele.
-Estou bem, mas o que é que te aconteceu à tua cara parece que levas te dois murros nos olhos.
-Eu sei... Mal dormi durante a noite e acordei cedíssimo.
-Então foi por isso que chegas te mais cedo...!
-Sim. Que cheiro é este?
-Que cheiro?
-Não sei bem o que é... mas só agora é que senti.
-Eu não cheiro nada. Se calhar por já estar aqui há mais tempo que tu, já não sinto o cheiro.
-Sim, se calhar é isso. O que é que te aconteceu?
-O quê? Ah já sei! Os rapazes fizeram me uma rasteira e eu cai de lado e fiz esta arranhão na cara.
-Ah, ok.
Estou outra vez a ter a mesma sensação que tive no domingo...
-Rita?
-Sim!?
-Já tocou não ouviste?
-Ah, não, não!
-Ok... se calhar isso é do sono, não queres ir para casa e dormir mais um pouco?
-Não, não é preciso eu estou bem!
-Ok, então falamos depois do intervalo?
-Sim, claro!
Por favor, Rita! Controla te é o Pedro!
***
Toca a campainha para sair...
-Olha preciso de ir à casa de banho, ok?
-Sim! - respondi e reparei que a casa de banho do homens estava vazia...
Não consegui controlar mais a minha vontade de morder o pescoço do Pedro e beber-lhe o sangue...
Por isso entrei na casa de banho, o Pedro vira-se surpreso.
-Rita!? O que é que estás a fazer!?
Eu encosto-o à parede...
-Rita!?
-Desculpa, Pedro...
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Uma Nova Experiência
2º Capítulo
Com isto tudo cheguei à escola e tinha-me esquecido por completo de ir comprar o almoço! Que inferno, não dá tempo para ir comprar e voltar sem chegar atrasada à aula! Vou ter de passar fome 90 minutos, ainda por cima é História, que seca!
Finalmente, intervalo! Mas onde é que está a minha carteira!? Devo ter deixado cair quando aqueles gorilas me atiraram da carrinha fora... porque é que hoje está tudo contra mim! Sentei na minha cadeira novamente e coloquei a minha cabeça sobre as palmas das mãos e por minha surpresa uma pessoa inesperada chegou se ao pé de mim e perguntou:
-Estás bem, Rita?
-Nem por isso... perdi a minha carteira e não ainda não comi nada desde o pequeno-almoço, estou cheia de fome! - disse-lhe.
-O quê!? Sua burra, porque é que ainda não pediste dinheiro ou comida a alguém?
-Não gosto de pedir coisas ás pessoas... e para além disso tenho vergonha...
-Parva! Agora só por causa disso vens comigo, o que é que queres comer?
-O qu... não! Eu não quero nada! Não preciso de nada, eu não quero nada...!
-Mas não queres o quê? É claro que queres! Agora, vou te obrigar a comer, sabes o quê? Duas sandes! Só mesmo para contrariar.
-Chato...!
Era o Pedro... o rapaz por quem eu estou apaixonada! Estou tão contente e envergonhada! Ainda não percebi, porque é que ele veio logo ter comigo, se calhar viu que não vinha para a escola com a comida, como faço sempre, compro e depois como na escola, e viu que não estava mesmo bem... Mas agora isso não interessa o que interessa agora é que estou com ele! E pronto lá comi duas sandes mistas, soube bem estava mesmo cheia de fome, mas mesmo de barriga cheia as borboletas no estômago não se foram embora.
-Pronto, viste não custou assim tanto pois não? - exclamou.
-Não, não custou! - disse entre risos tímidos.
Olhamo-nos durante três segundos, e virámos a cara ao mesmo tempo... ficamos vermelhos como um tomate. E não nos falamos o resto do intervalo, entretanto tocou e fomos para a aula de artes, conversamos e rimos um pouco durante os pontos mortos da aula e quando tocou para sair fomos até ao portão ainda a conversar e despedimo-nos era uma sexta-feira... e estive o fim-de-semana todo com a cabeça ás voltas com o que tinha acontecido e com ele sempre a interromper o meu raciocínio. No domingo estava na rua a levar o lixo ao contentor do lixo quando senti um cheiro delicioso no ar, perto do sítio onde me encontrava, aprecei me a pôr o lixo no contentor e fui ver de onde é que vinha o cheiro, e quando cheguei ao sítio era uma rapariga que tinha caído da bicicleta e tinha rasgado a pele do joelho... e a sensação que eu tive foi atirar me à rapariga e beber-lhe todo o sangue que tinha...
Com isto tudo cheguei à escola e tinha-me esquecido por completo de ir comprar o almoço! Que inferno, não dá tempo para ir comprar e voltar sem chegar atrasada à aula! Vou ter de passar fome 90 minutos, ainda por cima é História, que seca!
Finalmente, intervalo! Mas onde é que está a minha carteira!? Devo ter deixado cair quando aqueles gorilas me atiraram da carrinha fora... porque é que hoje está tudo contra mim! Sentei na minha cadeira novamente e coloquei a minha cabeça sobre as palmas das mãos e por minha surpresa uma pessoa inesperada chegou se ao pé de mim e perguntou:
-Estás bem, Rita?
-Nem por isso... perdi a minha carteira e não ainda não comi nada desde o pequeno-almoço, estou cheia de fome! - disse-lhe.
-O quê!? Sua burra, porque é que ainda não pediste dinheiro ou comida a alguém?
-Não gosto de pedir coisas ás pessoas... e para além disso tenho vergonha...
-Parva! Agora só por causa disso vens comigo, o que é que queres comer?
-O qu... não! Eu não quero nada! Não preciso de nada, eu não quero nada...!
-Mas não queres o quê? É claro que queres! Agora, vou te obrigar a comer, sabes o quê? Duas sandes! Só mesmo para contrariar.
-Chato...!
Era o Pedro... o rapaz por quem eu estou apaixonada! Estou tão contente e envergonhada! Ainda não percebi, porque é que ele veio logo ter comigo, se calhar viu que não vinha para a escola com a comida, como faço sempre, compro e depois como na escola, e viu que não estava mesmo bem... Mas agora isso não interessa o que interessa agora é que estou com ele! E pronto lá comi duas sandes mistas, soube bem estava mesmo cheia de fome, mas mesmo de barriga cheia as borboletas no estômago não se foram embora.
-Pronto, viste não custou assim tanto pois não? - exclamou.
-Não, não custou! - disse entre risos tímidos.
Olhamo-nos durante três segundos, e virámos a cara ao mesmo tempo... ficamos vermelhos como um tomate. E não nos falamos o resto do intervalo, entretanto tocou e fomos para a aula de artes, conversamos e rimos um pouco durante os pontos mortos da aula e quando tocou para sair fomos até ao portão ainda a conversar e despedimo-nos era uma sexta-feira... e estive o fim-de-semana todo com a cabeça ás voltas com o que tinha acontecido e com ele sempre a interromper o meu raciocínio. No domingo estava na rua a levar o lixo ao contentor do lixo quando senti um cheiro delicioso no ar, perto do sítio onde me encontrava, aprecei me a pôr o lixo no contentor e fui ver de onde é que vinha o cheiro, e quando cheguei ao sítio era uma rapariga que tinha caído da bicicleta e tinha rasgado a pele do joelho... e a sensação que eu tive foi atirar me à rapariga e beber-lhe todo o sangue que tinha...
Uma Nova Experiência
1º Capítulo
Olá, eu sou a Rita, tenho 16 anos e era uma rapariga perfeitamente normal. Mas um dia algo de muito estranho aconteceu, que foi mudar para sempre a minha vida...
Tudo corria como o normal, cheguei atrasada e mal tive atenta nas aulas. Quando fui comprar o meu almoço, fui surpreendida por uns homens que me meteram numa carrinha preta e prenderam-me as mãos e os pés.
Abri os olhos e vi um rapaz, mas não lhe consegui ver a cara, que não estava preso como eu...
-Alguma vez tiveste um desejo de beber sangue? - perguntou-me, com uma voz alegre e estranhamente calorosa, mas parecia me um pouco familiar.
-O quê!? Não, claro! - respondi, mas era mentira, já tivera um desejo desesperado de beber sangue, ao ver uma vez, uma colega, a sangrar do golpe que dera no dedo...
-Acreditas em vampiros?
-Não! Eles são criaturas da imaginação do Homem! - respondo e penso «ou talvez não».
De súbito, ele começa a rir-se às gargalhadas, e perguntei-me o que é que ele tinha andado a fumar. Ele pára subitamente como o tinha feito quando começara a rir e fez um sinal ao gorila que estava atrás de mim e passou-lhe um frasco.
-Toma - fez uma breve pausa e recomeçou - bebe e vê se te consegues controlar. -parecia que ia desatar às gargalhadas novamente, mas conteve-se.
-Posso saber o que tem o frasco?
-Limita-te a beber o que tem dentro, ok?
-Não! Só deves estar passado da cabecinha, não!? Nem sequer sei o que é! - resmunguei, já irritada por não fazer a mínima ideia do que é que se passava.
-Já verás o que é.
-Então, posso ao menos saber como te chamas?
-Não é necessário! - respondeu friamente, a voz alegre e calorosa desaparecera por completo. - Por agora, adeus! - consegui discernir um sorriso falso, ao abrirem um pouco a porta de correr da carrinha, que se podia perceber a quilómetros de distância, no seu rosto.
Depois desta conversa passada agarraram no frasco, abriram-no, e fizeram com que o bebe-se, os gorilas libertaram-me das amarras e atiraram me da carrinha para a rua.
Estava a voltar para a escola, quando lembrei-me de uma música, mas estava distante, a melodia estava abafada pelo esquecimento e pelo desprezo... e dava a entender de que era uma canção melancólica e triste. E que me dava vontade de chorar e punha-me numa situação de culpa. Mas não conseguia perceber, porquê? Por que razão esta canção tinha tanto significado para mim, se a tinha arrumado para um canto.
Olá, eu sou a Rita, tenho 16 anos e era uma rapariga perfeitamente normal. Mas um dia algo de muito estranho aconteceu, que foi mudar para sempre a minha vida...
Tudo corria como o normal, cheguei atrasada e mal tive atenta nas aulas. Quando fui comprar o meu almoço, fui surpreendida por uns homens que me meteram numa carrinha preta e prenderam-me as mãos e os pés.
Abri os olhos e vi um rapaz, mas não lhe consegui ver a cara, que não estava preso como eu...
-Alguma vez tiveste um desejo de beber sangue? - perguntou-me, com uma voz alegre e estranhamente calorosa, mas parecia me um pouco familiar.
-O quê!? Não, claro! - respondi, mas era mentira, já tivera um desejo desesperado de beber sangue, ao ver uma vez, uma colega, a sangrar do golpe que dera no dedo...
-Acreditas em vampiros?
-Não! Eles são criaturas da imaginação do Homem! - respondo e penso «ou talvez não».
De súbito, ele começa a rir-se às gargalhadas, e perguntei-me o que é que ele tinha andado a fumar. Ele pára subitamente como o tinha feito quando começara a rir e fez um sinal ao gorila que estava atrás de mim e passou-lhe um frasco.
-Toma - fez uma breve pausa e recomeçou - bebe e vê se te consegues controlar. -parecia que ia desatar às gargalhadas novamente, mas conteve-se.
-Posso saber o que tem o frasco?
-Limita-te a beber o que tem dentro, ok?
-Não! Só deves estar passado da cabecinha, não!? Nem sequer sei o que é! - resmunguei, já irritada por não fazer a mínima ideia do que é que se passava.
-Já verás o que é.
-Então, posso ao menos saber como te chamas?
-Não é necessário! - respondeu friamente, a voz alegre e calorosa desaparecera por completo. - Por agora, adeus! - consegui discernir um sorriso falso, ao abrirem um pouco a porta de correr da carrinha, que se podia perceber a quilómetros de distância, no seu rosto.
Depois desta conversa passada agarraram no frasco, abriram-no, e fizeram com que o bebe-se, os gorilas libertaram-me das amarras e atiraram me da carrinha para a rua.
Estava a voltar para a escola, quando lembrei-me de uma música, mas estava distante, a melodia estava abafada pelo esquecimento e pelo desprezo... e dava a entender de que era uma canção melancólica e triste. E que me dava vontade de chorar e punha-me numa situação de culpa. Mas não conseguia perceber, porquê? Por que razão esta canção tinha tanto significado para mim, se a tinha arrumado para um canto.
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