quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Uma Nova Experiência

1º Capítulo
 Olá, eu sou a Rita, tenho 16 anos e era uma rapariga perfeitamente normal. Mas um dia algo de muito estranho aconteceu, que foi mudar para sempre a minha vida...
 Tudo corria como o normal, cheguei atrasada e mal tive atenta nas aulas. Quando fui comprar o meu almoço, fui surpreendida por uns homens que me meteram numa carrinha preta e prenderam-me as mãos e os pés.
 Abri os olhos e vi um rapaz, mas não lhe consegui ver a cara, que não estava preso como eu...
 -Alguma vez tiveste um desejo de beber sangue? - perguntou-me, com uma voz alegre e estranhamente calorosa, mas parecia me um pouco familiar.
 -O quê!? Não, claro! - respondi, mas era mentira, já tivera um desejo desesperado de beber sangue, ao ver uma vez, uma colega, a sangrar do golpe que dera no dedo...
 -Acreditas em vampiros?
 -Não! Eles são criaturas da imaginação do Homem! - respondo e penso «ou talvez não».
 De súbito, ele começa a rir-se às gargalhadas, e perguntei-me o que é que ele tinha andado a fumar. Ele pára subitamente como o tinha feito quando começara a rir e fez um sinal ao gorila que estava atrás de mim e passou-lhe um frasco.
 -Toma - fez uma breve pausa e recomeçou - bebe e vê se te consegues controlar. -parecia que ia desatar às gargalhadas novamente, mas conteve-se.
 -Posso saber o que tem o frasco?
 -Limita-te a beber o que tem dentro, ok?
 -Não! Só deves estar passado da cabecinha, não!? Nem sequer sei o que é! - resmunguei, já irritada por não fazer a mínima ideia do que é que se passava.
 -Já verás o que é.
 -Então, posso ao menos saber como te chamas?
 -Não é necessário! - respondeu friamente, a voz alegre e calorosa desaparecera por completo. - Por agora, adeus! - consegui discernir um sorriso falso, ao abrirem um pouco a porta de correr da carrinha, que se podia perceber a quilómetros de distância, no seu rosto.
 Depois desta conversa passada agarraram no frasco, abriram-no, e fizeram com que o bebe-se, os gorilas libertaram-me das amarras e atiraram me da carrinha para a rua.
 Estava a voltar para a escola, quando lembrei-me de uma música, mas estava distante, a melodia estava abafada pelo esquecimento e pelo desprezo... e dava a entender de que era uma canção melancólica e triste. E que me dava vontade de chorar e punha-me numa situação de culpa. Mas não conseguia perceber, porquê? Por que razão esta canção tinha tanto significado para mim, se a tinha arrumado para um canto.

Sem comentários:

Enviar um comentário