2º Capítulo
Com isto tudo cheguei à escola e tinha-me esquecido por completo de ir comprar o almoço! Que inferno, não dá tempo para ir comprar e voltar sem chegar atrasada à aula! Vou ter de passar fome 90 minutos, ainda por cima é História, que seca!
Finalmente, intervalo! Mas onde é que está a minha carteira!? Devo ter deixado cair quando aqueles gorilas me atiraram da carrinha fora... porque é que hoje está tudo contra mim! Sentei na minha cadeira novamente e coloquei a minha cabeça sobre as palmas das mãos e por minha surpresa uma pessoa inesperada chegou se ao pé de mim e perguntou:
-Estás bem, Rita?
-Nem por isso... perdi a minha carteira e não ainda não comi nada desde o pequeno-almoço, estou cheia de fome! - disse-lhe.
-O quê!? Sua burra, porque é que ainda não pediste dinheiro ou comida a alguém?
-Não gosto de pedir coisas ás pessoas... e para além disso tenho vergonha...
-Parva! Agora só por causa disso vens comigo, o que é que queres comer?
-O qu... não! Eu não quero nada! Não preciso de nada, eu não quero nada...!
-Mas não queres o quê? É claro que queres! Agora, vou te obrigar a comer, sabes o quê? Duas sandes! Só mesmo para contrariar.
-Chato...!
Era o Pedro... o rapaz por quem eu estou apaixonada! Estou tão contente e envergonhada! Ainda não percebi, porque é que ele veio logo ter comigo, se calhar viu que não vinha para a escola com a comida, como faço sempre, compro e depois como na escola, e viu que não estava mesmo bem... Mas agora isso não interessa o que interessa agora é que estou com ele! E pronto lá comi duas sandes mistas, soube bem estava mesmo cheia de fome, mas mesmo de barriga cheia as borboletas no estômago não se foram embora.
-Pronto, viste não custou assim tanto pois não? - exclamou.
-Não, não custou! - disse entre risos tímidos.
Olhamo-nos durante três segundos, e virámos a cara ao mesmo tempo... ficamos vermelhos como um tomate. E não nos falamos o resto do intervalo, entretanto tocou e fomos para a aula de artes, conversamos e rimos um pouco durante os pontos mortos da aula e quando tocou para sair fomos até ao portão ainda a conversar e despedimo-nos era uma sexta-feira... e estive o fim-de-semana todo com a cabeça ás voltas com o que tinha acontecido e com ele sempre a interromper o meu raciocínio. No domingo estava na rua a levar o lixo ao contentor do lixo quando senti um cheiro delicioso no ar, perto do sítio onde me encontrava, aprecei me a pôr o lixo no contentor e fui ver de onde é que vinha o cheiro, e quando cheguei ao sítio era uma rapariga que tinha caído da bicicleta e tinha rasgado a pele do joelho... e a sensação que eu tive foi atirar me à rapariga e beber-lhe todo o sangue que tinha...
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