Não conseguia
dormir, não tinha sono. Reparei que não era a única a não conseguir dormir.
Conseguia ouvir o Diogo a remexer-se na cama e a suspirar de raiva por não
conseguir adormecer.
-Também não consegues dormir? – perguntei.
-Também não consegues dormir? – perguntei.
-Não é isso. Eu tenho sono, só que eu
não devia sentir sono, sou um vampiro!
-Pois… então eu deveria preocupar-me
por também ter sono?
-Não, tu és meio-vampiro é normal que tenhas de dormir… Eu é que me devo preocupar…!
-Ok… Então achas que já está tudo bem entre nós? - perguntei.
-Não, tu és meio-vampiro é normal que tenhas de dormir… Eu é que me devo preocupar…!
-Ok… Então achas que já está tudo bem entre nós? - perguntei.
-Acho
que sim… Vai demorar algum tempo até voltarmos a ser como antes…
-Sim…
-Desculpa, por aquilo do “rapto”, do Pedro, da perseguição… - desculpou-se.
-Não faz mal. Já não importa, pelo menos tanto como antes não… já é passado temos de pôr isso para trás das costas… - sosseguei-o.
-Sim…
-Desculpa, por aquilo do “rapto”, do Pedro, da perseguição… - desculpou-se.
-Não faz mal. Já não importa, pelo menos tanto como antes não… já é passado temos de pôr isso para trás das costas… - sosseguei-o.
-Como é que consegues falar assim?
-Não consigo, eu simplesmente tento
fingir que consigo…
-Para quê? – perguntou.
-Para que te pudesse sossegar ou
acalmar-te. – respondi.
-Porquê? O que eu te fiz não se pode perdoar assim!
-Porquê? O que eu te fiz não se pode perdoar assim!
-Porque és o meu melhor amigo… e
porque eu não te quero ver ainda mais magoado… - disse.
Ficamos calados por um momento, eu
levantei-me e fui até ao lado onde estava o Diogo e não se tinha apercebido…
- Olha…
Parou de falar a olhar-me a entrar na
cama dele.
-Não quero que te sintas sozinho. – e
abracei-o – e eu quero estar ao teu lado…para sempre. - e dei-lhe um beijo na
cara.
Ele abraça-me também e acabamos por
ficar assim a noite inteira.
Acordei com um arrepio na cara, era
por causa do nariz do Diogo estava gelado, olhei para ele e pensei para mim que
se calhar eu também estava apaixonada por ele… se calhar nunca foi pelo Pedro
mas pelo Diogo… ele sempre foram muito parecidos, e se calhar eu tinha medo de
me apaixonar pelo Diogo por causa da nossa amizade… sempre achei estranho o que
eu sentia pelo Pedro…
-O que é que se passa? – perguntou-me.
-Hã? Nada, porquê?
-O que é que se passa? – perguntou-me.
-Hã? Nada, porquê?
-Parecias pensativa.
-Estava a pensar que hoje vai ser o
meu primeiro dia de aulas.
-Ah! Pois é! Eh, eh, vais gostar, vais
ver! – sorriu.
-Só se me deres um beijinho de bons
dias!
-‘Tá bom! – respondeu e deu-me o beijo
que tinha pedido.
-Assim já gosto! Ah ah!
Levantamo-nos e o Diogo foi preparar o
pequeno-almoço já que eu tinha de me despachar mais cedo por causa das minhas aulas
extras. Sai da casa-de-banho e disse:
-Já podes. ‘Brigada por me teres
preparado o pequeno-almoço! É o quê?
-Sangue e pão simples, vais ter de te
habituar a comer poucas coisas do que comias quando pensavas que eras humana a
100%.
-Ok… mas acho que vou ficar com fome.
– resmunguei.
-Não te preocupes se ficares, falas
comigo que eu arranjo qualquer coisa.
-És mesmo um fofo! Obrigadaa!
-Ah ah! Agora quero eu o beijinho!
-Ah ah! ‘Tá bom, ‘tá bom! – dei-lhe um
beijo. – Já está!
-Não, não, ainda falta outro! – a
apontar o dedo no lado oposto da cara onde lhe dei um beijo.
-Ah! Seu atrevido! O que é que me acontece se eu não te der? – perguntei e fiz a minha típica cara de gozo.
-Ah! Seu atrevido! O que é que me acontece se eu não te der? – perguntei e fiz a minha típica cara de gozo.
-Faltas há tua primeira aula!
-Não serias capaz! – disse.
-Tens a certeza? – perguntou.
-Não!
-Ah ah! Tu não existes! Ah ah!
-‘Brigados!
Ah ah ah!
-Vá lá despacha-te! Senão chegas
atrasada!
-Ó pá! Está bem!
Aproximei-me e agarrei a cara dele e
dei-lhe um beijo na boca. E eu estava certa a pessoa de quem eu gostava mesmo
era o Diogo. Afastei-me agarrei na minha mala, fui até à porta abri-a olhei
para o Diogo sorri e disse:
-Até logo! Tchau!
-Adeus… - ele não estava mesmo há
espera, ficou ali especado a ver-me sair do quarto.
Para uma primeira aula a ver as minhas
capacidades físicas acho que até correu bem! As aulas tinham a mesma duração
das aulas de escola normal, os 90 minutos que nunca mais pareciam acabar…
Só
conseguia pensar em duas coisas, no Diogo e no que será que me vou tornar
depois de conseguir utilizar os meus poderes… Ainda me é difícil aceitar o
facto de os meus pais adoptivos, que achava que eram os meus pais biológicos,
estão mortos...
No
entanto, aceitei muito bem, até demasiado bem, a morte de Pedro e daquela
rapariga da casa-de-banho da estação de gasolina. Mas eu agora só queria estar
com o Diogo!
-Olá!
– disse Inês.
-Ah!
Olá! Ah ah! – respondi e tendo quase um mini ataque cardíaco.
-Então,
já tiveste a tua primeira aula não foi?
-Sim.
-Como
é que correu? – perguntou.
-Correu
bem, acho eu. Foi uma espécie de diagnóstico da minha aptidão física. –
respondi.
-Pois.
Se tivesses vindo desde o início das aulas terias de passar pelo mesmo, ah ah!
Mas não terias aulas extras. Vais ter o quê, agora?
-Ainda
não sei… Só consegui decorar a sala. Ah ah! – disse envergonhada.
-Ah
ah, não faz mal! Ah ah! – riu, eu pensava que ela ia ralhar comigo. –Bem, tenho
de ir, vai lá para a tua aula para não chegares atrasada! – despediu-se.
-Sim!
Tchau! – despedi-me.
Fui até à sala de aula, entrei na sala e reparei que na minha turma não tinha o Diogo como colega… também já devia de estar há espera ele está nesta escola há muito mais tempo do que eu, é normal que não esteja nas turmas dos primeiros anos. Mas pronto. Sentei-me à frente, na primeira carteira da fila da direita. E consegui ter uma primeira luz da turma… vou ter muitos problemas… Porquês? Porque as raparigas são convencidas e parvas e etc. e os rapazes têm aquela estupidez própria de um rapaz normal, são rapazes…!
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