sábado, 27 de outubro de 2012

Uma Nova Experiência

12º Capítulo
 Não conseguia dormir, não tinha sono. Reparei que não era a única a não conseguir dormir. Conseguia ouvir o Diogo a remexer-se na cama e a suspirar de raiva por não conseguir adormecer.
 -Também não consegues dormir? – perguntei.
 -Não é isso. Eu tenho sono, só que eu não devia sentir sono, sou um vampiro!
 -Pois… então eu deveria preocupar-me por também ter sono?
 -Não, tu és meio-vampiro é normal que tenhas de dormir… Eu é que me devo preocupar…!
 -Ok… Então achas que já está tudo bem entre nós? - perguntei.
 -Acho que sim… Vai demorar algum tempo até voltarmos a ser como antes…
 -Sim…
 -Desculpa, por aquilo do “rapto”, do Pedro, da perseguição… - desculpou-se.
 -Não faz mal. Já não importa, pelo menos tanto como antes não… já é passado temos de pôr isso para trás das costas… - sosseguei-o.
 -Como é que consegues falar assim?
 -Não consigo, eu simplesmente tento fingir que consigo…
 -Para quê? – perguntou.
 -Para que te pudesse sossegar ou acalmar-te. – respondi.
 -Porquê? O que eu te fiz não se pode perdoar assim!
 -Porque és o meu melhor amigo… e porque eu não te quero ver ainda mais magoado… - disse.
 Ficamos calados por um momento, eu levantei-me e fui até ao lado onde estava o Diogo e não se tinha apercebido…
 - Olha…
 Parou de falar a olhar-me a entrar na cama dele.
 -Não quero que te sintas sozinho. – e abracei-o – e eu quero estar ao teu lado…para sempre. - e dei-lhe um beijo na cara.
 Ele abraça-me também e acabamos por ficar assim a noite inteira.
 Acordei com um arrepio na cara, era por causa do nariz do Diogo estava gelado, olhei para ele e pensei para mim que se calhar eu também estava apaixonada por ele… se calhar nunca foi pelo Pedro mas pelo Diogo… ele sempre foram muito parecidos, e se calhar eu tinha medo de me apaixonar pelo Diogo por causa da nossa amizade… sempre achei estranho o que eu sentia pelo Pedro…
 -O que é que se passa? – perguntou-me.
 -Hã? Nada, porquê?
 -Parecias pensativa.
 -Estava a pensar que hoje vai ser o meu primeiro dia de aulas.
 -Ah! Pois é! Eh, eh, vais gostar, vais ver! – sorriu.
 -Só se me deres um beijinho de bons dias!
 -‘Tá bom! – respondeu e deu-me o beijo que tinha pedido.
 -Assim já gosto! Ah ah!
 Levantamo-nos e o Diogo foi preparar o pequeno-almoço já que eu tinha de me despachar mais cedo por causa das minhas aulas extras. Sai da casa-de-banho e disse:
 -Já podes. ‘Brigada por me teres preparado o pequeno-almoço! É o quê?
 -Sangue e pão simples, vais ter de te habituar a comer poucas coisas do que comias quando pensavas que eras humana a 100%.
 -Ok… mas acho que vou ficar com fome. – resmunguei.
 -Não te preocupes se ficares, falas comigo que eu arranjo qualquer coisa.
 -És mesmo um fofo! Obrigadaa!
 -Ah ah! Agora quero eu o beijinho!
 -Ah ah! ‘Tá bom, ‘tá bom! – dei-lhe um beijo. – Já está!
 -Não, não, ainda falta outro! – a apontar o dedo no lado oposto da cara onde lhe dei um beijo.
 -Ah! Seu atrevido! O que é que me acontece se eu não te der? – perguntei e fiz a minha típica cara de gozo.
 -Faltas há tua primeira aula!
 -Não serias capaz! – disse.
 -Tens a certeza? – perguntou.
 -Não!
 -Ah ah! Tu não existes! Ah ah!
 -‘Brigados! Ah ah ah!
 -Vá lá despacha-te! Senão chegas atrasada!
 -Ó pá! Está bem!
 Aproximei-me e agarrei a cara dele e dei-lhe um beijo na boca. E eu estava certa a pessoa de quem eu gostava mesmo era o Diogo. Afastei-me agarrei na minha mala, fui até à porta abri-a olhei para o Diogo sorri e disse:
 -Até logo! Tchau!
 -Adeus… - ele não estava mesmo há espera, ficou ali especado a ver-me sair do quarto.
 Para uma primeira aula a ver as minhas capacidades físicas acho que até correu bem! As aulas tinham a mesma duração das aulas de escola normal, os 90 minutos que nunca mais pareciam acabar…
 Só conseguia pensar em duas coisas, no Diogo e no que será que me vou tornar depois de conseguir utilizar os meus poderes… Ainda me é difícil aceitar o facto de os meus pais adoptivos, que achava que eram os meus pais biológicos, estão mortos...
 No entanto, aceitei muito bem, até demasiado bem, a morte de Pedro e daquela rapariga da casa-de-banho da estação de gasolina. Mas eu agora só queria estar com o Diogo!
 -Olá! – disse Inês.
 -Ah! Olá! Ah ah! – respondi e tendo quase um mini ataque cardíaco.
 -Então, já tiveste a tua primeira aula não foi?
 -Sim.
 -Como é que correu? – perguntou.
 -Correu bem, acho eu. Foi uma espécie de diagnóstico da minha aptidão física. – respondi.
 -Pois. Se tivesses vindo desde o início das aulas terias de passar pelo mesmo, ah ah! Mas não terias aulas extras. Vais ter o quê, agora?
 -Ainda não sei… Só consegui decorar a sala. Ah ah! – disse envergonhada.
 -Ah ah, não faz mal! Ah ah! – riu, eu pensava que ela ia ralhar comigo. –Bem, tenho de ir, vai lá para a tua aula para não chegares atrasada! – despediu-se.
 -Sim! Tchau! – despedi-me.
 Fui até à sala de aula, entrei na sala e reparei que na minha turma não tinha o Diogo como colega… também já devia de estar há espera ele está nesta escola há muito mais tempo do que eu, é normal que não esteja nas turmas dos primeiros anos. Mas pronto. Sentei-me à frente, na primeira carteira da fila da direita. E consegui ter uma primeira luz da turma… vou ter muitos problemas… Porquês? Porque as raparigas são convencidas e parvas e etc. e os rapazes têm aquela estupidez própria de um rapaz normal, são rapazes…!

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