sábado, 24 de março de 2012

Uma Nova Experiência

8º Capítulo
 Fui acordada pela porta da carrinha a ser fechada. Olhei para fora e vi que estávamos numa bomba de gasolina, olhei em volta e não estava ninguém dentro da carrinha. Estavam dois gorilas a conversar e um deles segurava a mangueira para encher deposito da carrinha, mas não vi para onde foi a Inês e o outro gorila... Estava com sede, por isso, sai da carrinha e fui a casa-de-banho, entrei na loja e perguntei onde era a casa-de-banho, ele disse que era nas traseiras da loja, agradeci e saí, fui ate as traseiras, encontrei-a e entrei, notava se que tinha acabado de ser limpa. Fui ate um lavatório, abri a torneira e comecei a beber a agua que saia, quando pensei que já tinha matado a sede, fechei a torneira, e reparei que estava com ainda mais sede... Nunca gostei muito de agua, dizem que a agua não tem sabor mas para mim tem, desta vez tinha uma sabor horrível mais do que o costume!
 Ouvi alguém a descarregar o autoclismo e sair do cubículo, olhei para o espelho e era uma miúda que pareia ter uns 14 anos. Ela olhou para mim através do espelho e sorriu, fiz o mesmo... Não o queria fazer, mas...
 Agarrei nela e empurrei-a para dentro do cubículo... baixei o tampo da sanita e suguei-lhe o sangue, ela sentou-se... agarrei num pano que estava dentro do balde de limpeza, limpei o sangue que estava no chão e limpei as minhas impressões digitais, antes de fechar a rapariga no cubículo, olhei para a sua cara estava assustada mesmo sem vida a sua cara não perdeu a expressão, baixei a cabeça fechei a porta e saí, certifiquei-me de que ninguém me via a cara. Entrei na carrinha e sentei-me. Tinha estado todo aquele tempo calma... mas só agora é que me estava a passar, a ficar nervosa. Porquê só agora!?
 A carrinha ainda estava vazia, mas por pouco tempo, os três gorilas e a Inês estavam a sair da loja. Tinha uma leve sensação de que eles sabiam o que se tinha acabado de passar... Agora estava com medo, não sabia o que é que me iriam fazer, em desespero mordi o braço, não sei bem porquê, mas fi-lo.
 A porta abriu e vi o olhar de espanto daquelas quatro pessoas de fato preto a ver o meu sangue a escorrer pelo braço até cair no chão. A Inês veio ter comigo, segurou o meu braço e perguntou:
 -O que é que te aconteceu? Porque é que te mordeste!?
 -Não sei... estou com sede e não queria sair da carrinha, porque tenho medo de atacar alguém e mordi-me... 
 -Não te preocupes. Eu vou dar-te um frasco de sangue sintético, não tem o mesmo sabor que o sangue verdadeiro, mas é o suficiente para nenhum de nós atacar alguém. - ela estendeu a sua mão e deu me uma festa no cabelo, foi bem estava mesmo a precisar.
 -Porque é que estás a chorar? - perguntou.
 -O quê? Não é nada, foi uma coisa que me entrou no olho. - e esfreguei o olho para disfarçar.
 -Ok... - via-se que estava desconfiada.
 Ela levantou-se e foi buscar o frasco ao porta-bagagem, voltou e deu-me o frasco que era mais ou menos do tamanho de uma garrafa de sumo e sentou-se no acento ao meu lado e à minha frente sentou-se um gorila, os outros dois foram para a parte da frente da carrinha, um sentou-se no acento do condutor e o outro no acento do pendura. O que estava ao volante ligou o motor e arrancamos para o destino que ainda desconhecia.
***
 Depois de uma hora de viagem, desde a paragem na bomba de gasolina, percebi que tínhamos saído de Lisboa muito antes de acordar, percebi também que nos dirigíamos para norte vi uma placa que dizia Piódão e lembrei-me da minha viagem com os meus pais f... quero dizer, os meus pais adoptivos... foi num fim-de-semana de Inverno, em que fomos a essa aldeia, Piódão, foi espectacular, a aldeia parecia um presépio durante a noite, era lindo, as casas eram feitas de xisto e as portas e as janelas estavam pintadas de azul e a igreja era branca e tinha também as portas e as janelas de azul.
 Estávamos numa espécie de escola que tinha pavilhões antigos havia uns dez pavilhões espelhados pela escola. Os aluno que andavam de um lado pelo outro dentro da escola tinham entre 14 a 20 anos.
 A Inês saiu da carrinha, estendeu a mão na minha direcção, eu agarrei-a e sai num salto. Não sei bem porquê mas sentia-me segura e de certo modo feliz.
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Eu sei que já há muito tempo que não publico um capítulo, peço imensas desculpas, mas estas últimas semanas andei muito ocupada a estudar para os testes e tive uns problemas pessoais que não me ajudaram em nenhuma circunstância para arranjar tempo... Agora que estou de férias durante 2 semanas vou fazer o meu melhor para escrever o máximo possível!
Espero que tenham gostado!
E obrigada por lerem e pela vossa compreensão! =D

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